terça-feira, 28 de maio de 2013

Esclarecimentos sobre o Xbox one

   A poucos dias foi anunciado o X-Box ONE e um lançamento nunca foi tão criticado.


   Algumas das novidades apresentadas no evento não agradaram, outras foram mal explicadas mas talvez o pior foram aquelas que simplesmente não foram explicadas.
   Então, pra você que está se mordendo de raiva ou que ainda tem um restinho de esperança segue aí um apanhado de esclarecimentos sobre os pontos mais mamilos polêmicos:

Trava por região
Uma das coisas mais desgraçadas vinda ainda dea época dos VHS ganhou mais força com DVDs e Blu-Rays: a trava por região. A Microsoft confirmou que, ao contrário do que os esperançosos queriam, o XBox One não será region-free. Ou seja, qualquer conteúdo — seja ele físico ou digital –, não funcionará num Xbox One fora de sua região designada. Pelo menos ela está mantendo a política que já existia no Xbox 360.

Proibição de comentários no vídeo oficial
Lembra deste vídeo? A apresentação oficial do Xbox One estava angariando tantos comentários agressivos e negativos que a MS resolveu desativa-los por completo, em todos os vídeos promocionais do Xbone. A coisa parece estar tão preta que até o Major Nelson decidiu tirar umas “férias” do twitter. Mas apesar do que espera-se de comentários da internet, a maior avalanche não era de ameaças de morte, mas sim piadas como “LOL, failbox” e “não compramos consoles para ver TV”. Em protesto, espectadores estão negativando os vídeos como se não houvesse amanhã.

Kinect obrigatório, sempre ligado, sempre te vendo, sempre ouvindo
Apesar das impressionantes adaptações que trazia quando ainda era o Projeto Natal, o periférico Kinect falhou em continuar a impressionar após seu lançamento. No Xbox One, ele virá com todas as versões do
console, será necessário estar ativado para que o console funcione (desplugou o Kinect? O Xbone desliga) e ficará constantemente ouvindo e vendo os jogadores e transmitindo dados à Microsoft. Claro, ele terá agora detecção de profundidade e resolução de 1080p (além da prometida capacidade de diferenciar até seis pessoas ao mesmo tempo, mas a obrigatoriedade está incomodando os possíveis compradores. e acordo com o Vice-Presidente Executivo Phil Harrison, o Kinect 2.0 é a força principal por trás do Xbox One. Segundo ele, esta “obrigação de Kinect” mudará completamente como os desenvolvedores atuarão com o console, e como os jogadores o usarão. Assim, “todos” (homens, mulheres, velhos, jovens) poderão curtir a jogatina e a interação com o aparelho.

Múltiplos usuários em uma conta da Xbox Live Gold
Quando a tal taxa para jogos usados e emprestados foi revelada, a palavra era que um jogo estaria atrelado apenas a uma conta na Xbox Live, e se fosse jogado em outra conta (até no mesmo sistema), o jogo exigiria a taxa. Agora, Phil Harrison explicou (ou anunciou a mudança de política) afirmando que será possível utilizar múltiplas contas numa mesma assinatura da Xbox Live. Ou seja, pelo menos em casa você não terá o risco de ter problemas com seus jogos. Já sabíamos também que se você tem uma conta Gold no Xbox 360, ela também se aplica para o Xbox One, sem a necessidade de um custo adicional.

Achievements televisivos

De longe, a palavra mais dita durante a conferência do Xbox One foi “TV”. A Microsoft está apostando nisso mais do que pensávamos, porque acaba de registrar uma patente de “achievements” (conquistas) para TV. A patente na verdade foi registrada em novembro de 2012, mas só agora entendemos os planos da Microsoft. Alguns dos exemplos dados pela aplicação da patente incluem assistir a um evento inteiro como o Super Bowl, ou então assistir todos os episódios de uma série de TV. Recompensas típicas deverão ser mais pontos para o gamerscore e roupas para o avatar. Estes achievements também se expandem para propagandas. E com o Kinect sempre vendo e ouvindo, será difícil simplesmente deixar a TV ligada e sair fora.

Absolutamente sem jogos independentes
Uma das coisas que deram vantagem da Xbox Live sobre o Wii e o PS3 (este por um tempo) foi a capacidade de se lançar jogos totalmente independentes através da Live, gerando vários jogos que surgiram no 360 e, devido ao sucesso, conseguiram ir para outras plataformas (como Fez). Pena que isto vai acabar, já que agora a necessidade de uma publicadora do jogo será absolutamente obrigatório. E, bem, se você exige uma publisher para publicar um jogo, ele deixa de ser independente. Por enquanto, o que sobra é o contrato com a Microsoft: você concorda em publicar pelo menos três jogos, com um espaço de até 2 anos entre eles, seja multiplataforma ou exclusivo; ou permitir que a própria Microsoft publique o jogo por você (como Mass Effect 1 e Alan Wake). Depois de toda a revolta sobre este ponto, a palavra mudou um pouquinho: existe a promessa de explorarem novas formas de negócio com desenvolvedores independentes, mas não se disse “como” isso pode funcionar. Se o Xbone ficar sem jogos indie, isso será um retrocesso, já que foi o sucesso da Xbox Live Arcade que fez com que a Nintendo fizesse acordo com desenvolvedores em Unity e a Sony investisse pesado em jogos independentes.

Check-in a cada 24 horas
Um dos maiores medos (graças a rumores antes da apresentação do console) era que o Xbox One tivesse a obrigatoriedade de ficar online. Foi dito que não será obrigatória a conexão constante do console, mas será sim necessário que ele faça um “check-in” a cada 24 horas para poder autenticar o uso do console. Depois de mais revolta, o discurso mudou. Agora ficou definido que os checks a cada 24 horas é uma possibilidade, e que a MS ainda não sabe como isso funcionará.

Sem jogos usados, sem jogos emprestados? Não exatamente
Outro medo que aparentemente tornou-se realidade. Foi revelado de que usuários de um jogo usado (ou emprestado) teriam de pagar uma taxa para jogar. Depois, foi dito que tal taxa seria o preço integral do jogo. Depois, o valor mudou para um fixo $52 dólares. Agora, a Microsoft disse que jogos trocados ou usados são importantes para os jogadores e para o XBox, e que as informações de taxas estão incorretas e incompletas, sugerindo que não, tal taxa não existirá. Aparentemente, toda vez que um jogo é instalado no seu Xbone, um código encriptado é usado para autenticar seu jogo, e é instalado na máquina. Quando o jogo é instalado e jogado em outro sistema, o código é desautenticado na máquina original até que o disco seja trazido de volta e re-autentique a máquina original.

Obrigatoriedade de instalação de jogos
Essa veio como uma legítima surpresa. Certos jogos no PS3 exigiam a instalação do jogo, fazendo com que você fique assistindo a instalação como um paspalho durante vários minutos. Essa exigência mudou nos outros jogos do PS3, mas será obrigatória em todos os jogos do Xbox One. Pelo menos será possível jogar o jogo enquanto ele é instalado. O grande problema vem no HD limitado de 500GB, porque não estaremos mais instalando arquivos armazenados num disco de 4 a 9 GB, e sim em um Blu-Ray de 25 até 50GB.

Sem compatibilidade com jogos antigos
Outra grande surpresa. Apesar da diferença de processadores, o Wii U tem capacidade de rodar jogos antigos dos consoles da Nintendo, e o PS4, apesar de não rodar pelos discos Blu-Ray, utilizará os serviços da Gaikai para rodar jogos do PS3. Então não tem grandes problemas no Xbox One não rodar jogos do 360 por disco, não é? Infelizmente, não haverá suporte digital a este serviço. De acordo com os executivos, o hardware do Xbone não é compatível com os jogos do 360 e ponto. O negócio é a nova geração, não a geração anterior. Quem ainda quiser jogar no 360 continuará recebendo suporte ao console através de novos jogos e aplicativos. Nem o “poder infinito da computação por Nuvem”, algo tão importante para a nova geração, será usado para suportar os jogos anteriores. Ou seja: se você tem um, segure seu 360.

“A culpa da reação negativa é da mídia”
Apesar de ter colocado vários funcionários de relações públicas para tentar consertar as cagadas feitas e ditas pelos próprios executivos da empresa (como o Vice-Presidente afirmando algo, para depois Major Nelson afirmar outra coisa), a Microsoft resolveu colocar a culpa nos jornalistas dos games. É claro que, como todo jornalismo, é repleto de membros tendenciosos e alguns sites tentam ativamente estimular a rage dos leitores, positivamente ou negativamente. Mas aqui, a Microsoft resolveu culpar geral. Sites elogiadíssimos como o Giant Bomb, a Gamespot, Kotaku, Wired, Polygon e Edge levaram a culpa de toda atenção negativa que o console está recebendo. Estes mesmos sites receberam da mesma fonte (funcionários da Microsoft) informações diferentes, incompletas e conflitantes. O problema não era a MS esperar uma reação tão negativa de forma geral, e sim não estar preparada para isso, porque as informações incorretas continuam a sair.


E para você que nem viu o evento de lançamento e está concordando com tudo que lê, acho que vale a pena dar uma lida na matéria produzida pela Arena IG sobre por que o Xbox One pode ser a salvação que os videogames precisam.


Eu acho que só depois que lançar e a poeira baixar é que a gente vai saber se a ideia foi bem pensada ou não.

Fonte:JNN
Postado Por: Pedro Ruiz

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