domingo, 22 de julho de 2012

Ouya - o console ANDROID!!!


Essa caixinha minimalista aí em cima chama-se Ouya, com pronúncia equivalente a “Oh yeah!”. Eu até me sinto tentado a criticar esse nome, mas aprendemos com o Wii e o iPad que não se deve julgar um.
O aparelho, mais uma nova grande história de sucesso do Kickstarter, surgiu no site de crowdsourcing e em um dia atingiu dois milhões de dólares em arrecadação, o dobro da meta dos idealizadores. Até o momento da publicação deste texto, o valor levantado ultrapassou cinco milhões de dólares.
Mas o que seria este console? A ideia é simultaneamente tão simples e genial que me surpreendo que demorou tanto a aparecer. Os criadores do Ouya (gente influente que compreende a indústria, como por exemplo ex-executivos da Microsoft e IGN) notaram o peso da indústria mobile e decidiu que seus piores defeitos (falta de feedback tátil e a escala diminuta da apresentação dos games) poderiam ser contornados de uma forma simples: vamos bolar um console inteiramente voltado para estes joguinhos.
Essa é a premissa do Ouya: um console baratinho dedicado aos joguinhos que você joga no seu smartphone, muitos dos quais imploram por controles físicos e uma tela maior. O modelo free to play seria adotado, com diversos demos e jogos grátis sendo oferecidos na rede do console (e muito possivelmente com a possibilidade de microtransações). As condições dos desenvolvedores do console é que “pelo menos um pouco do gameplay de cada jogo seja grátis”.
O sistema operacionado utilizado seria o Android, o que abre as portas para dezenas de milhares de games já existentes, sendo necessária apenas uma atualização para dar suporte ao controle físico. Seguindo a filosofia do OS da Google, o Ouya será completamente aberto e os donos poderão fuçar nos componentes, bolar periféricos, modificar o sistema operacional, enfim: fazer o que hackers de videogame já fazem de qualquer forma.
Quer mais? Cada console é o seu próprio dev kit. Ou seja: ao comprar o Ouya, você acaba de adquirir também tudo que é necessário para desenvolver para ele.
Esta caixa cinza aí será o console mais democrático já lançado. Na pior das hipóteses, este será o console mais amado por hackers de todos os tempos. Calculo que demorará aproximadamente 4 horas a partir do lançamento do Ouya para que hajam ports de Doom,Quake 2 e algum emulador de Super Nintendo para ele.
Um console dedicado a joguinho de celular talvez pareça algo redundante (afinal, se já posso jogar Plants versus Zombies no meu celular, por que compraria um console pra isso)? Bom, os quase 40 mil colaboradores do projeto no Kickstarter discordam — e discordam com o próprio dinheiro, que é um nível de desacordo que exige um compromisso maior que apenas “xingar muito no tuíter”. A propósito, Angry Birds e seus adjacentes movimentaram 12 bilhões de dólares no ano passado. Pra você poder apreciar o tamanho da fatia que essa grana representa, a indústria gamer como um todo lucrou 74 bilhões no mesmo ano.
Caso você ainda torça o nariz para a idéia de um console voltado para jogatina de “joguinhos de celular”, lembre-se que vivemos num mundo em que jogos de smartphone têm visual realmente incrível, só faltavam mesmo controles físicos e uma telona de 50 polegadas para aproximar a experiência daquilo que já estamos acostumados no paradigma Xbox 360/PS3.
Considerando que o console que os rodará será lançado por US$99 (e os próprios jogos, se seguirem o modelo atual, por menos de US$10), e o que eles deixam a dever para os chamados “títulos AAA” dos consoles tradicionais?
Vejo uma iniciativa como o Ouya uma brilhante intersecção da inovação do sistema “opa-vi-um-game-legal-cliquei-num-botão-comprei-por-mixaria” que catapultou a indústria móvel a uma posição de importância no status quo gamer, com a legitimização e ampliação da experiência que só um console plugado a uma TV imensa de LCD confere. O preço sugerido para a máquina será provavelmente triplicado ao chegar no Brasil, mas ainda assim será uma pechincha comparado às alternativas. Se até num país como os EUA o Ouya anima, imagine então num país emergente como o nosso?
O Ouya talvez seja a mudança que a indústria precisa. Ele não destronará a Nintendo ou a Microsoft, mas o alvo jamais seria isso (por simples virtude do preço, o Ouya sequer competirá com eles).
A idéia, pelo que vejo, é interromper o mecanismo atual em que praticamente apenas grandes estúdios lançam jogos para a sua TV. Tá, já existem jogos independentes no Xbox 360 e no PS3, mas você sabe que nestes consoles eles são coadjuvantes. Pela primeira vez, a idéia é coloca-los na frente do palco num console.
Fonte: Tecnoblog
Postado Por: Pedro Ruiz

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