quinta-feira, 2 de setembro de 2010

PS3 DESBLOQUEADO! Sem fake!



Vivemos numa época em que é muitíssimo difícil manter gadgets perfeitamente seguros. Há tanta gente talentosa dedicada a fuçar cada solda e cada parafuso dos aparelhos, que não é à toa que formas de alterar o funcionamento dos techtoys são descobertas meros meses após os lançamentos. O jailbreak do iPad, por exemplo, que demorou menos de 2 meses completos para aparecer, foi considerado pelos padrões da indústria como demorado.

No mundo dos games, existe (existia, mais precisamente) um marco praticamente inédito em matéria de segurança de hardware: o PlayStation 3, que até recentemente era o único console no mercado completamente fechado, sem qualquer brecha que hackers pudessem explorar para rodar código não-oficial. Esse era um dos motivos, segundo me consta, da preferência brasileira pelo Wii e Xbox 360. Afinal de contas, o público tupiniquim se acostumou mal com as pastas lotadas de DVDs prensados para o PS2.

O status do PS3 como impenetrável mudou na semana passada, quando saiu a notícia de um suposto modchip que permitiria, pela primeira vez, que o PS3 rodasse jogos cujo disco Blu-ray não está no drive ótico. Backup é o eufemismo utilizado – de forma ingênua na melhor das hipóteses e cínica na pior – por quem faz apologia do uso dessa tecnologia. Como não tenho lá essa inocência toda, eu vou chamar de jogo pirata mesmo.

No burburinho internético resultante da notícia, despontaram os inevitáveis gritos de “é fake!!1″. A incredulidade é compreensível, porque a essa altura do campeonato, o público em geral havia se resignado a ver o PS3 e seu firmware como impossível de modificar. Para o bem ou para mal, há sempre quem veja o impossível como um desafio.



Como a internet é repleta de homens de pouca fé, o responsável pela proeza fez um segundo vídeo, que dessa vez deixa tanto a TV como o console em plena visão do espectador, para evitar mais desconfianças. Não há dúvida, o troço é real.

Ainda sobram algumas considerações. A primeira e mais irrelevante é a nomenclatura utilizada: jailbreak, que remete aos esforços hackers direcionados ao iPhone. Obviamente não há um corpo regulador encarregado de decidir os termos oficiais, mas o fato é irrefutável. Antes do iPhone, referia-se a esse tipo de coisa como modding ou desbloqueio. Acho curioso que tenham tornado a nomenclatura de alteração de gadgets uniforme.

Ainda no assunto de nomenclatura, há o termo modchip usado pelos vendedores do aparelho. Historicamente, modchips eram chips soldados à placa que permitiram um drible nas seguranças impostas pelo firmware e hardware do aparelho (lembram dos clássicos Matrix Infinity para o saudoso PS2?). Como o método envolve um chip plugado ao console via USB, alguns nerds mais puristas se recusam a enxergar o método como um desbloqueio pleno e definitivo, e mais como uma gambiarra ainda incerta.

Há também o preço. A unidade do PSJailbreak é vendida a 150 dólares, que custa aproximadamente o valor de três jogos originais (só para colocar as coisas em perspectiva). Normalmente este valor seria considerado um pouco alto para um processo de alteração de firmware, mas considerando que é uma solução por enquanto inédita – e aguardada há muito tempo -, o preço alto traz consigo a tal taxa dos early adopters.

E a Sony, vai permitir essa festa? O futuro do PSJailbreak ainda é incerto, como de costume. No mínimo, é possível que a alteração do console poderá render um banimento da rede online do PS3, uma prática pioneira da Microsoft para proteger o Xbox.

O público decidirá se a recompensa de jogos “grátis” farão os riscos valerem a pena. Mas uma coisa é garantida: a eterna guerra evolutiva de desenvolvedores contra hackers tem agora um novo palco.

Por:@opedro
Fonte:Tecnoblog
Postado Por: Pedro Ruiz

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